sábado, 26 de agosto de 2017

Quotes - O Sol também é uma Estrela

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Faz um tempinho que não apareço por aqui, não é? Confesso para vocês que é a falta de tempo e não de vontade. Nesses últimos dias (ou mês) as coisas estão bastante loucas por aqui e nada parece se encaixar para que eu siga uma rotina. Entretanto, hoje estou aqui e é para compartilhar com vocês quotes lindos que marquei do livro O Sol também é uma Estrela, escrito pela Nicola Yoon e lançado pela Editora Arqueiro.

Quando peguei esse livro para ler pensei que minha experiência seria semelhante com Tudo e todas as coisas, da mesma autora, pois não consegui gostar desse livro, mas me enganei e fiquei muito feliz com isso. Espero que vocês gostem dos quotes!


Quatro Fatos Observáveis: ele é perfeitamente bobo. E otimista demais. E sério demais. E muito bom em me fazer rir.

– Você pode ser cética quanto quiser, mas muitas vidas podem ser salvas com poesia. Examino seu rosto procurando um sinal de que ele está brincando, mas não. Ele acredita mesmo nisso. O que é doce. E também idiota. Mas acima de tudo doce.
– Então não é uma coisa pela qual você é apaixonada?
Ela dá de ombros e começa a andar de novo.
– Combina com minha personalidade.
– Não quer fazer alguma coisa que ame?
– Por quê? – questiona ela como se genuinamente não entendesse o apelo de amar alguma coisa.
– A vida é meio longa para passar fazendo uma coisa que você só acha... legal – insisto.
(...)
– A vida é mais longa ainda se você a passa perseguindo sonhos que nunca, jamais, vão se realizar.


– Será que a gente deveria mesmo saber o que quer fazer pelo resto da vida na idade madura de 17 anos?
– Você não quer saber? – Ela definitivamente não é fã da incerteza.
– Não sei. Gostaria de viver dez vidas ao mesmo tempo.
– Você só não quer escolher.
– Não é isso. Não quero ficar preso a uma coisa que não significa nada para mim. Essa trilha onde estou... ela segue sem fim. Yale. Faculdade de medicina. Residência. Casamento. Filhos. Aposentadoria. Asilo de idosos. Funerária. Cemitério.
Talvez seja por causa da importância deste dia, talvez seja por ter conhecido Natasha, mas neste momento é crucial dizer exatamente o que quero dizer.
– Nós temos cérebros grandes e lindos. Inventamos coisas que voam. Voam. Escrevemos poesia. Você provavelmente odeia poesia, mas é difícil questionar “Devo comparar-te a um dia de verão? És por certo mais linda e mais amena” em termos de pura beleza. Somos capazes de grandes vidas. De uma grande história. Por que aceitar menos? Por que escolher a coisa prática, a coisa corriqueira? Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos.

ESTAMOS TENDO UM MOMENTO que não quero ter.
Quando dizem que o coração quer o que quer, estão falando do coração poético – o coração das canções de amor e dos solilóquios, o que pode se partir como se fosse vidro recém-feito.
Não estão falando do coração de verdade, que só precisa de comida saudável e exercícios aeróbicos.
Mas o coração poético não é de confiança. É volúvel e leva a gente a se desviar do caminho. Ele vai dizer que tudo que a gente precisa é de amor e sonhos. Não vai dizer nada sobre comida, água, abrigo e dinheiro. Vai dizer que essa pessoa que está à sua frente, a que atraiu seu olhar por algum motivo, é a Certa. E ele é. E ela é. A Certa. Por enquanto, até que o coração dele ou dela decida se voltar para outra pessoa ou outra coisa.
O coração poético não é confiável em termos de decisões de longo prazo.
Sei de tudo isso. Sei como sei que a estrela Polar não é a mais brilhante do céu: é a quinquagésima.
E, ainda assim, estou com Daniel no meio da calçada, no que é quase certamente meu último dia nos Estados Unidos. Meu coração volúvel, nada prático, que não pensa no futuro, absurdo quer Daniel. Não se importa que ele seja sério demais, que ele não saiba o que quer nem que esteja acalentando sonhos de ser poeta, uma profissão que leva ao coração partido e à pobreza.
Sei que não existe isso de “feitos um para o outro”, no entanto fico imaginado se talvez não esteja errada.
Fecho a mão que quer tocá-lo e saio andando.


SEGUNDO OS CIENTISTAS, existem três estágios no amor: desejo, atração e ligação. E, por acaso, cada estágio é orquestrado por substâncias químicas – neurotransmissores – no cérebro.
Como seria de esperar, o desejo é governado pela testosterona e pelo estrogênio.
O segundo estágio, a atração, é governado pela dopamina e pela serotonina. Quando, por exemplo, os casais dizem que se sentem indescritivelmente felizes na presença um do outro, isso é a dopamina – o hormônio do prazer – fazendo seu trabalho.
Cheirar cocaína induz o mesmo nível de euforia. De fato, cientistas que estudam os cérebros de amantes recentes e de viciados em cocaína têm dificuldade em dizer qual é a diferença.
A segunda substância química da fase da atração é a serotonina. Quando cada membro do casal confessa que não consegue parar de pensar no outro é porque seu nível de serotonina baixou. As pessoas apaixonadas têm o mesmo nível baixo de serotonina das que têm TOC. O motivo de não conseguirem parar de pensar no outro é que estão literalmente obcecadas.
A oxitocina e a vasopressina controlam o terceiro estágio: a ligação, ou a conexão de longo prazo. A oxitocina é liberada durante o orgasmo e faz a gente se sentir mais próxima da pessoa com quem fez sexo. Também é liberada durante o parto e ajuda a ligar mãe e filho. A vasopressina é liberada pós-coito.
Natasha conhece esses fatos friamente. Ter esse conhecimento a ajudou a superar a traição de Rob. Por isso sabe: o amor não passa de substâncias químicas e coincidência.
Então por que Daniel parece algo mais?

Espero que vocês tenham gostado.
Beijos,

2 comentários:

  1. Oi, Bruna!
    Também gostei muito desse livro. Vários quotes que você selecionou também estão entre os meus preferidos.

    Beijos, Entre Aspas

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  2. Gostei muito dos quotes, ainda não li esse livro, já quero :D

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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