quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Resenha: Origem - Dan Brown

Sinopse: De onde viemos? Para onde vamos?
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

Que sou apaixonada por Dan Brown e que eu estava ansiosa para ler Origem, lançado pela Editora Arqueiro, não é novidade para ninguém.

Origem é mais um livro da série Robert Langdon. Nesta obra conhecemos a história de Edmund Kirsch, um futurólogo bilionário de 40 anos de idade. Ele se tornou mundialmente conhecido por suas previsões audaciosas – que davam certo – e invenções relacionadas à alta tecnologia. Ele foi um dos primeiros alunos de Langdon e, desde aquela época, era muito promissor.

Poucos dias antes de um grande evento no Bilbao, Edmond se encontrou com três grandes nomes da religião e apresentou sua pesquisa que responde as perguntas “De onde viemos? Para onde vamos?”. Essa revelação assustou aquelas e fizeram com que eles desejassem que isso nunca tivesse viesse à tona.

Agora, estamos no ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a apresentação de Edmond. Ninguém, a princípio, sabe sobre o que se trata, mas, assim que a apresentação começa, as palavras de Edmond chocam os presentes, incluindo Ambra Vidal, diretora de Bilbao e futura rainha da Espanha. 
“– Deuses incontáveis preencheram lacunas incontáveis – disse Langdon. – No entanto, no decorrer dos séculos, o conhecimento científico aumentou. – Uma colagem de símbolos matemáticos e técnicos inundou o céu. – À medida que as lacunas na nossa compreensão do mundo natural foram desaparecendo, nosso panteão de deuses começou a encolher.
No teto, a imagem de Poseidon veio para a frente.
– Por exemplo, quando aprendemos que as marés eram causadas pelos ciclos lunares, Poseidon deixou de ser necessário e nós o banimos como um mito bobo de um tempo sem esclarecimentos.
A imagem de Poseidon se evaporou num sopro de fumaça.
– Como vocês sabem, todos os deuses sofreram o mesmo destino, morrendo um por um enquanto perdiam a relevância para nossos intelectos em evolução.”

Quando Edmond está prestes a revelar suas descobertas, é assassinado e muitas coisas começam a vir à tona. Deveriam revelar o que Edmond descobriu? Langdon e Ambra partirão, então, em uma missão que mudará suas vidas completamente.

Pouco antes de começar a ler Origem, li muitas críticas negativas. Que a obra não prendia pois tinha muitas descrições, que Ambra era uma personagem sem sal, mas todos afirmavam: “A fórmula de Dan Brown continua funcionando”. Que Dan Brown segue uma fórmula não é mentira. Todos seus livros seguem o mesmo estilo e, ainda assim, prendem o leitor. Entretanto, preciso defender o autor com relação a suas longas descrições. Em Origem viajamos por um universo repleto de obras modernas que, infelizmente, não é de conhecimento do mundo. Quando falamos em Mona Lisa, seja você de qualquer lugar, tem a imagem da obra de Da Vinci em sua mente, o mesmo para Michelangelo e outros autores e obras que foram retratadas em outros livros do autor. Em vista disso, as descrições, nesta obra, fazem-se necessárias e são fundamentais para a compreensão da obra como um todo. Então, quando pegá-lo para ler, tenha em mente que você encontrará isso – muitas vezes – mas não será nada cansativo. Defesa feita, vamos voltar ao que achei da obra. 
“O amor não é uma emoção finita. Não temos só uma certa quantidade para dar. Nosso coração cria amor à medida que precisamos dele.”

Como era de esperar, me encantei com esse livro num nível bastante elevado. Entretanto, ele não é o melhor do autor, na minha opinião. Langdon continua sendo sábio, sarcástico e incrível. Ambra, como todas as suas parceiras nos últimos livros, é uma personagem de apoio que, muitas vezes, não ajuda, mas que está passando por um drama intenso, com medo do motivo para Edmond ter sido assassinado ter sido culpa de alguém que ela ama. Edmond é um personagem que pouco aparece, mas que muito revela e que muito faz pensar. E os personagens secundários – Príncipe Julian (noivo de Ambra), Bispo Valdespino (um dos religiosos que se encontraram com Kirsch) e Monica (RP do Palácio) – são personagens bem construídos e importantes para a história.

A grande sacada do Dan Brown, entretanto, fica a cargo de Winston um personagem de suma importância para a história e, igualmente importante, para Edmond. Mas, como sou má, não vou revelar quem ele é ou o que faz.


Conforme a trama se desenrola e tentamos descobrir a senha que revelará a grande revelação de Edmond, levantamos várias dúvidas sobre quem teria matado Edmond. Teria sido a Igreja? Teria sido o Palácio? Tudo isso é revelado apenas ao final da trama e foi aí que me decepcionei um pouco com a obra: foi previsível. Não sei explicar quando – ou onde – descobri tudo, mas os acontecimentos e revelações foram bastante previsíveis, o que não tinha acontecido com nenhum livro do Dan Brown até então.

Entretanto, apesar dessa leve decepção, ler Origem foi conhecer obras de artes que não imaginava, autores e poemas incríveis e ver uma possibilidade do que aconteceu no nosso passado e do que acontecerá em nosso futuro. A leitura de Origem abala nossos ideais religiosos e científicos, mas nos traz uma certeza que o mundo precisava adotar: O diálogo é sempre a melhor opção
“- Desde o início da história religiosa, nossa espécie foi apanhada num fogo cruzado interminável: ateus, cristãos, muçulmanos, judeus, hindus, os crentes de todas as religiões. E a única coisa que une todos nós é nosso profundo desejo de paz.”

Por fim, é impossível não indicar Origem e recomendar essa leitura com um computador ao lado para pesquisar as obras citadas pelo autor.


Agora, espero ter a oportunidade de comprar minhas passagens para a Espanha e conhecer os lugares incríveis que Dan Brown cita.


BROWN, Dan. Origem. Rio de Janeiro: Arqueiro, 2017.

Um comentário:

  1. Bru,
    estou maluca pra ler esse livro! Meu irmão está lendo e vai me emprestar depois... pena que ele demora tanto kkkkkk
    bjs

    Amor por Livros

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